terça-feira, 31 de outubro de 2017

500 anos da Reforma



Em 31 de outubro de 1517, Martinho Luterou afixou 95 teses que queria discutir com teólogos católicos da época.
 
As teses foram afixadas na capela de Wittemberg e o objetivo de Lutero era rebater sobre penitência, indulgências e a salvação pela fé.
 
 
1ª Tese
Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: Arrependei-vos...., certamente quer que toda a vida dos seus crentes na terra seja contínuo arrependimento.
 
2ª Tese
E esta expressão não pode e não deve ser interpretada como referindo-se ao sacramento da penitência, isto é, à confissão e satisfação, a cargo do ofício dos sacerdotes.
 
3ª Tese
Todavia não quer que apenas se entenda o arrependimento interno; o arrependimento interno nem mesmo é arrependimento quando não produz toda sorte de modificações da carne.
 
4ª Tese
Assim sendo, o arrependimento e o pesar, isto é, a verdadeira penitência, perdura enquanto o homem se desagradar de si mesmo, a saber, até a entrada desta para a vida eterna.
 
5ª Tese
O papa não quer e não pode dispensar outras penas, além das que impôs ao seu alvitre ou em acordo com os cânones, que são estatutos papais.
 
6ª Tese
O papa não pode perdoar divida senão declarar e confirmar aquilo que Já foi perdoado por Deus; ou então faz nos casos que lhe foram reservados. Nestes casos, se desprezados, a dívida deixaria de ser em absoluto anulada ou perdoada.
 
7ª Tese
Deus a ninguém perdoa a dívida sem que ao mesmo tempo o subordine, em sincera humildade, ao sacerdote, seu vigário.
 
8ª Tese
Canones poenitendiales, que não as ordenanças de prescrição da maneira em que se deve confessar e expiar, apenas aio Impostas aos vivos, e, de acordo com as mesmas ordenanças, não dizem respeito aos moribundos.
 
9ª Tese
Eis porque o Espírito Santo nos faz bem mediante o papa, excluído este de todos os seus decretos ou direitos o artigo da morte e da necessidade suprema
 
10ª Tese
Procedem desajuizadamente e mal os sacerdotes que reservam e impõem aos moribundos poenitentias canonicas ou penitências para o purgatório a fim de ali serem cumpridas.
 
11ª Tese
Este joio, que é o de se transformar a penitência e satisfação, Previstas pelos cânones ou estatutos, em penitência ou penas do purgatório, foi semeado quando os bispos se achavam dormindo.
 
12ª Tese
Outrora canonicae poenae, ou sejam penitência e satisfação por pecadores cometidos eram impostos, não depois, mas antes da absolvição, com a finalidade de provar a sinceridade do arrependimento e do pesar.
 
13ª Tese
Os moribundos tudo satisfazem com a sua morte e estão mortos para o direito canônico, sendo, portanto, dispensados, com justiça, de sua imposição.
 
14ª Tese
Piedade ou amor Imperfeitos da parte daquele que se acha às portas da morte necessariamente resultam em grande temor; logo, quanto menor o amor, tanto maior o temor.
 
15ª Tese
Este temor e espanto em si tão só, sem falar de outras cousas, bastam para causar o tormento e o horror do purgatório, pois que se avizinham da angústia do desespero.
 
16ª Tese
Inferno, purgatório e céu parecem ser tão diferentes quanto o são um do outro o desespero completo, incompleto ou quase desespero e certeza.
 
17ª Tese
Parece que assim como no purgatório diminuem a angústia e o espanto das almas, nelas também deve crescer e aumentar o amor.
 
18ª Tese
Bem assim parece não ter sido provado, nem por boas ações e nem pela Escritura, que as almas no purgatório se encontram fora da possibilidade do mérito ou do crescimento no amor.
 
19ª Tese
Ainda parece não ter sido provado que todas as almas do purgatório tenham certeza de sua salvação e não receiem por ela, não obstante nós termos absoluta certeza disto.
 
20ª Tese
Por isso o papa não quer dizer e nem compreende com as palavras “perdão plenário de todas as penas” que todo o tormento é perdoado, mas as penas por ele impostas.
 
21ª Tese
Eis porque erram os apregoadores de indulgências ao afirmarem ser o homem perdoado de todas as penas e salvo mediante a indulgência do papa.
 
22ª Tese
Pensa com efeito, o papa nenhuma pena dispensa às almas no purgatório das que segundo os cânones da Igreja deviam ter expiado e pago na presente vida.
 
23ª Tese
Verdade é que se houver qualquer perdão plenário das penas, este apenas será dado aos mais perfeitos, que são muito poucos.
 
24ª Tese
Assim sendo, a maioria do povo é ludibriada com as pomposas promessas do indistinto perdão, impressionando-se o homem singelo com as penas pagas.
 
25ª Tese
Exatamente o mesmo poder geral, que o papa tem sobre o purgatório, qualquer bispo e cura d'almas o tem no seu bispado e na sua paróquia, quer de modo especial e quer para com os seus em particular.
 
26ª Tese
O papa faz muito bem em não conceder às almas o perdão em virtude do poder das chaves (ao qual não possui), mas pela ajuda ou em forma de intercessão.
 
27ª Tese
Pregam futilidades humanas quantos alegam que no momento em que a moeda soa ao cair na caixa a alma se vai do purgatório.
 
28ª Tese
Certo é que no momento em que a moeda soa na caixa vêm o lucro e o amor ao dinheiro cresce e aumenta; a ajuda, porém, ou a intercessão da Igreja tão só correspondem à vontade e ao agrado de Deus.
 
29ª Tese
E quem sabe, se todas as almas do purgatório querem ser libertadas, quando há quem diga o que sucedeu com Santo Severino e Pascoal.
 
30ª Tese
Ninguém tem certeza da suficiência do seu arrependimento e pesar verdadeiros; muito menos certeza pode ter de haver alcançado pleno perdão dos seus pecados.
 
31ª Tese
Tão raro como existe alguém que possui arrependimento e, pesar verdadeiros, tão raro também é aquele que verdadeiramente alcança indulgência, sendo bem poucos os que se encontram.
 
32ª Tese
Irão para o diabo juntamente com os seus mestres aqueles que julgam obter certeza de sua salvação mediante breves de indulgência.
 
33ª Tese
Há que acautelasse muito e ter cuidado daqueles que dizem: A indulgência do papa é a mais sublime e mais preciosa graça ou dadiva de Deus, pela qual o homem é reconciliado com Deus.
 
34ª Tese
Panto assim que a graça da indulgência apenas se refere à pena satisfatória estipulada por homens.
 
35ª Tese
Ensinam de maneira ímpia quantos alegam que aqueles que querem livrar almas do purgatório ou adquirir breves de confissão não necessitam de arrependimento e pesar.
 
36ª Tese
Todo e qualquer cristão que se arrepende verdadeiramente dos seus pecados, sente pesar por ter pecado, tem pleno perdão da pena e da dívida, perdão esse que lhe pertence mesmo sem breve de indulgência.
 
37ª Tese
Todo e qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, é participante de todos os bens de Cristo e da Igreja, dádiva de Deus, mesmo sem breve de indulgência.
 
38ª Tese
Entretanto se não deve desprezar o perdão e a distribuição por parte do papa. Pois, conforme declarei, o seu perdão constitui uma declaração do perdão divino.
 
39ª Tese
É extremamente difícil, mesmo para os mais doutos teólogos, exaltar diante do povo ao mesmo tempo a grande riqueza da indulgência e ao contrário o verdadeiro arrependimento e pesar.
 
40ª Tese
O verdadeiro arrependimento e pesar buscam e amam o castigo: mas a profusão da indulgência livra das penas e faz com que se as aborreça, pelo menos quando há oportunidade para isso.
 
41ª Tese
É necessário pregar cautelosamente sobre a indulgência papal para que o homem singelo não julgue erroneamente ser a indulgência preferível às demais obras de caridade ou melhor do que elas.
 
42ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos, não ser pensamento e opinião do papa que a aquisição de indulgência de alguma maneira possa ser comparada com qualquer obra de caridade.
 
43ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos proceder melhor quem dá aos pobres ou empresta aos necessitados do que os que compram indulgências.
 
44ª Tese
Ê que pela obra de caridade cresce o amor ao próximo e o homem torna-se mais piedoso; pelas indulgências, porém, não se torna melhor senão mais seguro e livre da pena.
 
45ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que aquele que vê seu próximo padecer necessidade e a despeito disto gasta dinheiro com indulgências, não adquire indulgências do papa. mas provoca a ira de Deus.
 
46ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem fartura , fiquem com o necessário para a casa e de maneira nenhuma o esbanjem com indulgências.
 
47ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos, ser a compra de indulgências livre e não ordenada
 
48ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa precisa conceder mais indulgências, mais necessita de uma oração fervorosa do que de dinheiro.
 
49ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos, serem muito boas as indulgências do papa enquanto o homem não confiar nelas; mas muito prejudiciais quando, em conseqüência delas, se perde o temor de Deus.
 
50ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa tivesse conhecimento da traficância dos apregoadores de indulgências, preferiria ver a catedral de São Pedro ser reduzida a cinzas a ser edificada com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.
 
51ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que o papa, por dever seu, preferiria distribuir o seu dinheiro aos que em geral são despojados do dinheiro pelos apregoadores de indulgências, vendendo, se necessário fosse, a própria catedral de São Pedro.
 
52º Tese
Comete-se injustiça contra a Palavra de Deus quando, no mesmo sermão, se consagra tanto ou mais tempo à indulgência do que à pregação da Palavra do Senhor.
 
53ª Tese
São inimigos de Cristo e do papa quantos por causa da prédica de indulgências proíbem a Palavra de Deus nas demais igrejas.
 
54ª Tese
Esperar ser salvo mediante breves de indulgência é vaidade e mentira, mesmo se o comissário de indulgências, mesmo se o próprio papa oferecesse sua alma como garantia.
 
55ª Tese
A intenção do papa não pode ser outra do que celebrar a indulgência, que é a causa menor, com um sino, uma pompa e uma cerimônia, enquanto o Evangelho, que é o essencial, importa ser anunciado mediante cem sinos, centenas de pompas e solenidades.
 
56ª Tese
Os tesouros da Igreja, dos quais o papa tira e distribui as indulgências, não são bastante mencionados e nem suficientemente conhecido na Igreja de Cristo.
 
57ª Tese
Que não são bens temporais, é evidente, porquanto muitos pregadores a estes não distribuem com facilidade, antes os ajuntam.
 
58ª Tese
Tão pouco são os merecimentos de Cristo e dos santos, porquanto estes sempre são eficientes e, independentemente do papa, operam salvação do homem interior e a cruz, a morte e o inferno para o homem exterior.
 
59ª Tese
São Lourenço aos pobres chamava tesouros da Igreja, mas no sentido em que a palavra era usada na sua época.
 
60ª Tese
Afirmamos com boa razão, sem temeridade ou leviandade, que estes tesouros são as chaves da Igreja, a ela dado pelo merecimento de Cristo.
 
61ª Tese
Evidente é que para o perdão de penas e para a absolvição em determinados casos o poder do papa por si só basta.
 
62ª Tese
O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.
 
63ª Tese
Este tesouro, porém, é muito desprezado e odiado, porquanto faz com que os primeiros sejam os últimos.
 
64ª Tese
Enquanto isso o tesouro das indulgências é sabiamente o mais apreciado, porquanto faz com que os últimos sejam os primeiros.
 
65ª Tese
Por essa razão os tesouros evangélicos outrora foram as redes com que se apanhavam os ricos e abastados.
 
66ª Tese
Os tesouros das indulgências, porém, são as redes com que hoje se apanham as riquezas dos homens.
 
67ª Tese
As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como a mais sublime graça decerto assim são consideradas porque lhes trazem grandes proventos.
 
68ª Tese
Nem por isso semelhante indigência não deixa de ser a mais Intima graça comparada com a graça de Deus e a piedade da cruz.
 
69ª Tese
Os bispos e os sacerdotes são obrigados a receber os comissários das indulgências apostólicas com toda a reverência-
 
70ª Tese
Entretanto têm muito maior dever de conservar abertos olhos e ouvidos, para que estes comissários, em vez de cumprirem as ordens recebidas do papa, não preguem os seus próprios sonhos.
 
71ª Tese
Aquele, porém, que se insurgir contra as palavras insolentes e arrogantes dos apregoadores de indulgências, seja abençoado.
 
72ª Tese
Quem levanta a sua voz contra a verdade das indulgências papais é excomungado e maldito.
 
73ª Tese
Da mesma maneira em que o papa usa de justiça ao fulminar com a excomunhão aos que em prejuízo do comércio de indulgências procedem astuciosamente.
 
74ª Tese
Muito mais deseja atingir com o desfavor e a excomunhão àqueles que, sob o pretexto de indulgência, prejudiquem a santa caridade e a verdade pela sua maneira de agir.
 
75ª Tese
Considerar as indulgências do papa tão poderosas, a ponto de poderem absolver alguém dos pecados, mesmo que (cousa impossível) tivesse desonrado a mãe de Deus, significa ser demente.
 
78 ª Tese
Bem ao contrario, afirmamos que a indulgência do papa nem mesmo o menor pecado venial pode anular o que diz respeito à culpa que constitui.
 
77ª Tese
Dizer que mesmo São Pedro, se agora fosse papa, não poderia dispensar maior indulgência, significa blasfemar S. Pedro e o papa.
 
78ª Tese
Em contrario dizemos que o atual papa, e todos os que o sucederam, é detentor de muito maior indulgência, isto é, o Evangelho, as virtudes o dom de curar, etc., de acordo com o que diz 1Coríntios 12.
 
79ª Tese
Afirmar ter a cruz de indulgências adornada com as armas do papa e colocada na igreja tanto valor como a própria cruz de Cristo, é blasfêmia.
 
80ª Tese
Os bispos, padres e teólogos que consentem em semelhante linguagem diante do povo, terão de prestar contas deste procedimento.
 
81ª Tese
Semelhante pregação, a enaltecer atrevida e insolentemente a Indulgência, faz com que mesmo a homens doutos é difícil proteger a devida reverência ao papa contra a maledicência e as fortes objeções dos leigos.
 
82 ª Tese
Eis um exemplo: Por que o papa não tira duma só vez todas as almas do purgatório, movido por santíssima' caridade e em face da mais premente necessidade das almas, que seria justíssimo motivo para tanto, quando em troca de vil dinheiro para a construção da catedral de S. Pedro, livra um sem número de almas, logo por motivo bastante Insignificante?
 
83ª Tese
Outrossim: Por que continuam as exéquias e missas de ano em sufrágio das almas dos defuntos e não se devolve o dinheiro recebido para o mesmo fim ou não se permite os doadores busquem de novo os benefícios ou pretendas oferecidos em favor dos mortos, visto' ser Injusto continuar a rezar pelos já resgatados?
 
84ª Tese
Ainda: Que nova piedade de Deus e dó papa é esta, que permite a um ímpio e inimigo resgatar uma alma piedosa e agradável a Deus por amor ao dinheiro e não resgatar esta mesma alma piedosa e querida de sua grande necessidade por livre amor e sem paga?
 
85ª Tese
Ainda: Por que os cânones de penitencia, que, de fato, faz muito caducaram e morreram pelo desuso, tornam a ser resgatados mediante dinheiro em forma de indulgência como se continuassem bem vivos e em vigor?
 
86ª Tese
Ainda: Por que o papa, cuja fortuna hoje é mais principesca do que a de qualquer Credo, não prefere edificar a catedral de S. Pedro de seu próprio bolso em vez de o fazer com o dinheiro de fiéis pobres?
 
87ª Tese
Ainda: Quê ou que parte concede o papa do dinheiro proveniente de indulgências aos que pela penitência completa assiste o direito à indulgência plenária?
 
88ª Tese
Afinal: Que maior bem poderia receber a Igreja, se o papa, como Já O faz, cem vezes ao dia, concedesse a cada fiel semelhante dispensa e participação da indulgência a título gratuito.
 
89ª Tese
Visto o papa visar mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que revoga os breves de indulgência outrora por ele concedidos, aos quais atribuía as mesmas virtudes?
 
90ª Tese
Refutar estes argumentos sagazes dos leigos pelo uso da força e não mediante argumentos da lógica, significa entregar a Igreja e o papa a zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos.
 
91ª Tese
Se a Indulgência fosse apregoada segundo o espírito e sentido do papa, aqueles receios seriam facilmente desfeitos, nem mesmo teriam surgido.
 
92ª Tese
Fora, pois, com todos estes profetas que dizem ao povo de Cristo: Paz! Paz! e não há Paz.
 
93ª Tese
Abençoados sejam, porém, todos os profetas que dizem à grei de Cristo: Cruz! Cruz! e não há cruz.
 
94ª Tese
Admoestem-se os cristãos a que se empenhem em seguir sua Cabeça Cristo através do padecimento, morte e inferno.
 
95ª Tese
E assim esperem mais entrar no Reino dos céus através de muitas tribulações do que facilitados diante de consolações infundadas.
 
Fonte: guiame.com.br
 

Nas primeiras teses, Lutero desenvolve a ideia de arrependimento do cristão em uma luta interna contra o pecado, invés de um sistema externo de confissão sacramental.

As teses 5–7 então afirmam que o papa só possui o direito de libertar as pessoas de punições que ele mesmo impôs por decisões próprias ou dos cânones, e não da culpa do pecado.

Nas teses 14–29, Lutero desafiou as crenças comuns sobre o purgatório.

Nas teses 17–24, ele afirma que nada pode ser definitivamente dito sobre o estado espiritual das pessoas que se encontram no purgatório,

e conclui nas teses 25 e 26 negando que o papa tenha qualquer poder sobre as pessoas no purgatório.

Nas teses 27–29, ele ataca a ideia de que, assim que o pagamento é feito, a alma do ente querido do pagador é libertada do purgatório.

As teses 30–34 tratam da desconfiança que Lutero possuía sobre os pregadores de indulgência que as ofereciam para os cristãos.

as teses 35 e 36, ele ataca a ideia de que uma indulgência torna o arrependimento desnecessário. 

Nas teses 37 e 38, ele deixa explícito que as indulgências não são necessárias para que os cristãos recebam todos os benefícios proporcionados por Cristo.

As teses 39 e 40 argumentam que as indulgências tornam o verdadeiro arrependimento mais difícil.

Nas teses 41–47, Lutero critica as indulgências com base em que estas desencorajam obras de misericórdia por aqueles que as compram. 

Nas teses 48–52, Lutero discorre sobre o papel do papa, dizendo que se o papa soubesse o que estava sendo pregado em seu nome, ele "preferiria reduzir a cinzas a Basílica de São Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.

As teses 53–55 são lamentações sobre as restrições na pregação da Palavra enquanto havia o oferecimento de indulgências.

Lutero critica a doutrina do tesouro do mérito, ou tesouro da Igreja, que serve de base para a doutrina das indulgências, durante as teses 56–66.

Durante as teses 67–80, Lutero discute ainda mais sobre os problemas causados pela forma como as indulgências estavam sendo pregadas.

Lutero enumera várias críticas feitas por leigos contra indulgências nas teses 81–91.

Lutero encerra as Teses exortando os cristãos a imitar Cristo, mesmo que traga dor e sofrimento.

Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 10 de março de 2017

Singularidade


As mulheres são uma criação divina incomparável.

Pouco amor e desvalorização são fatores que tornam uma mulher infeliz.

Iniciando o curso mulher única. Que alegria poder ler o primeiro capítulo. Também tão engraçado porque é logo após a comemoração ao dia Internacional da Mulher. Nessa altura do campeonato, já li tanta coisa nessa internet sobre o assunto “mulher”.

Umas comemoram, outras divulgam discursos ainda mais revoltados, outras entendem seu papel na sociedade e por aí vai. Dados estatísticos são lançados para mostrar o feminicídio e as agressões e os abusos. Muita coisa, muita informação.

Mas a alegria em ler este capítulo é entender a singularidade da mulher, a minha singularidade. E de me sentir mesmo em meio ao caos feminino social, livre, satisfeita!

Submissão e afeição têm de ser dados voluntariamente

Não quero me encaixar, não vou me encaixar, apenas viver aquilo que escolhi em Cristo. Singular é algo pouco frequente, fora do comum ou extraordinário.

Na criação, a mulher foi feita a partir do homem, mas, desde então, todo homem vem da mulher. Com isso, Deus mostra a igualdade entre homens e mulheres.

E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão. E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada. Gênesis 2:22,23

A resposta divina é agradá-lo em primeiro lugar e acima de tudo. Ao Agradar a Deus, a mulher se tornará agradável aos outros, incluindo a si mesma.

Você, mulher, é única, singular. Deus a criou para ser única, e nos pontos em que essa singularidade sofreu danos, Ele restaura por intermédio de Jesus Cristo.


Amém!


terça-feira, 23 de agosto de 2016

2016

Estava pensando, hoje mesmo, sobre os problemas e as bençãos. Tão engraçado e tão intrigante.

Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam. Salmos 23:4


A Bíblia, palavra do Senhor, nos ensina que as misericórdias estão sobre nós a cada manhã e que quando passarmos por provações tenhamos bom ânimo. Lembro do professor do cursinho falando, tenham visão além do alcance. Assim imaginei tudo o que temos vivido, tem sido um ano abençoado, com pequenos problemas, que acabam aqui e ali nos afligindo. Mas aí que está, não podemos deixar que embacem nossa visão, precisamos enxergar mais, ou, por cima, ou, lá na frente.


E pensando nisso tudo, se estou conseguindo me fazer entender, olhei e vi tantos momentos abençoados, uauuuuuu, obrigada Pai!

Primeiro, temos uma residência (porque há 10 anos o nosso lar foi demolido), segundo o Senhor nesses 10 anos nos abençoou com outra casa (não foi uma mágica, foi um processo de crescimento espiritual e experiência com Ele), nessa casa temos um terceiro quarto. Então nós podemos receber irmãos missionários, ou, pregadores e visitantes da denominação o qual fazemos parte.

Momentos esses que temos vivido com grande alegria, como é bom!!!
Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. Salmos 133:1

Em especial 2016, está sendo o ano que mais está nos proporcionando conhecer esses irmãos seja recepcionando em nossa residência, seja ao visitar outra cidade.


Momentos inesquecíveis, são orientações, amor, carinho, amizade, conselhos, tira dúvidas, conversas, risos, sonhos, troca de experiências, passeios, etc....  Assim preciso refletir, tenho muito mais bençãos para contar do que os problemas, 2016 tem sido um ano abençoado. Glória a Deus!


Louvarei grandemente ao Senhor com a minha boca; louvá-lo-ei entre a multidão. Salmos 109:30


Obrigada Pai!

Do crente ao ateu, ninguém explica Deus...







Ninguém Explica Deus ft. Gabriela Rocha

Preto no Branco

Compositor: Clóvis Pinho

Nada é igual ao Seu redor
Tudo se faz no Seu olhar
Todo o universo se formou no Seu falar
Teologia pra explicar ou big bang pra disfarçar
Pode alguém até duvidar sei que há um Deus a me guardar

E eu tão pequeno e frágil querendo Sua atenção
No silêncio encontro resposta certa então
Dono de toda ciência, sabedoria e poder
Oh dá-me de beber da água da fonte da vida
Antes que o ar já houvesse Ele já era Deus
Se revelou ao seus do crente ao ateu
Ninguém explica Deus

Nada é igual ao Seu redor
tudo se faz no Seu olhar
oh o universo se formou no Seu falar
Teologia pra explicar ou big bang pra disfarçar
Pode alguém até duvidar sei que há um Deus a me guardar

E eu tão pequeno e frágil querendo Sua atenção
No silêncio encontro resposta certa então
Dono de toda ciência, sabedoria e poder
Oh dá-me de beber da água da fonte da vida
Antes que o ar já houvesse Ele já era Deus
Se revelou ao seus do Gentio ao Judeu
Ninguém explica Deus

Ninguém explica
Ninguém explica Deus
Ninguém explica
Ninguém explica Deus
E se duvida ou se acredita
Ninguém explica
Ninguém explica Deus

Ninguém explica
Ninguém explica Deus
Ninguém explica
Ninguém explica Deus
E se duvida ou se acredita
Ninguém explica
Ninguém explica Deus

Dono de toda ciência, sabedoria e poder
Oh dá-me de beber da água da fonte da vida
Antes que o ar já houvesse Ele já era Deus
Se revelou ao seus do crente ao ateu
Ninguém explica Deus
Ninguém explica Deus

terça-feira, 5 de julho de 2016

É quando o coração encontra a paz

Falar Com Deus - Novo Tom

Na oração encontro calma,
Na oração encontro paz
Orar a Deus faz bem à alma,
Falar com Deus me satisfaz

Falar com Deus, que privilégio
Abrir a alma ao Criador
Sentir que os céus estão abertos
E ouvir a voz do Salvador

Grande é o nosso Deus
E as obras que Ele faz
O Seu amor não tem limites,
Em Seu perdão encontro paz

Falar com Deus é o que preciso,
Pois Ele é fonte de poder
Só Nele a vida faz sentido,
Pois me dá forças pra viver

Grande é o nosso Deus
E as obras que Ele faz
O Seu amor não tem limites,
Em Seu perdão encontro paz

Na oração encontro calma,
Na oração encontro paz
Orar a Deus faz bem à alma,
Falar com Deus me satisfaz

Orar a Deus faz bem à alma,
Falar com Deus me satisfaz

Falar com Deus me satisfaz


sábado, 7 de novembro de 2015

Esposa de Pastor!


O texto abaixo me chama atenção, não me descreve por completo, mas especialmente hoje me sinto triste, só e bem cansada.

Ser esposa de Pastor é ser aquela mulher sem nome, que cuida sozinha dos filhos durante os cultos tentando fazer com que eles fiquem quietinhos. 
Que tem que ir a todos os eventos na Igreja, mesmo quando não está com vontade.
É ter sempre que estar com um sorriso nos lábios e com palavras amáveis mesmo quando seu coração está triste. 
É ter que se calar quando escuta calúnias sobre seu esposo e ministério. 
É ser excluída das rodinhas de conversas por que o assunto é sobre ela ou seu esposo. 
É ser olhada de cima a baixo por causa das roupas que veste: muito arrumada? Tá errada!!! Pouco arrumada? Tá errada também!!! 
É ser cobrada de ter que desenvolver muitos ministérios dentro da Igreja, porém se faz porque tem o dom, é ser apontada como protegida do Pastor. 
É sofrer retaliação quando seu esposo exorta alguém. 
É ficar sozinha em casa, cuidando dos filhos enquanto seu esposo vai cuidar das famílias dos outros. 
É tentar conduzir seus filhos a terem uma espiritualidade sadia, mesmo quando ela está fraca. 
É ter que se mudar para cidades que não conhece ninguém, para apoiar seu esposo no seu chamado de cuidar de ovelhas, e não poucas vezes, de ovelhas rebeldes... 
É sentir-se sozinha por não poder dividir as dores de ser esposa de Pastor.
É permanecer anônima diante desse desabafo, sem poder assinar o próprio texto para não por em risco o nome daquele que foi posto diante das ovelhas do Jesus.

autora anônima

Fonte: http://www.cristaoconfuso.com/2015/01/ser-esposa-de-pastor.html

Mas, eu não vou parar faço para Cristo e não para homens!!!